Elenco está de férias oficiais até 30 de abril, mas não há prazo para reapresentação (Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife )
Seriam dez dias decisivos. Recheados de expectativas. Após a derrota para o Ceará, o Sport iniciaria preparação para enfrentar Confiança e Santa Cruz, pelas últimas rodadas da primeira fase da Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano, respectivamente, ambos na Ilha do Retiro, em duelos de vida ou morte nas competições. Mas só seria. Por conta da pandemia do coronavírus, que assola todo o mundo, o futebol parou no Brasil. E nesta quinta-feira, o Leão completa um mês de inatividade.
Diante deste cenário, o Diario de Pernambuco traçou um raio-x do período no Sport, com todos os desdobramentos e ações na Ilha do Retiro. E como o futuro após 30 dias segue incerto. Confira abaixo tópico por tópico.
Paralelamente ao período de férias dos atletas, tem sido negociado também junto a Comissão Nacional dos Clubes (CNC) uma redução salarial dos elencos. Esta, contudo, ainda não teve o martelo batido. No Náutico, por exemplo, que disputa a Série B, foi fechado há duas semanas uma diminuição de 25% do salário, além de possível renegociação dos direitos de imagem caso persista o surto de saúde.
Finanças
O prejuízo financeiro é algo que todos os clubes, sem exceção, vão ter. No caso do Sport, o trabalho é para contenção de danos. No que diz respeito aos sócios, houve uma diminuição de cerca de 6 mil torcedores no quadro social - não à toa, desde a paralisação do futebol, o Leão lançou seis promoções para tentar amenizar a queda. Com um ganho anual de cerca de R$ 10 milhões com associados, em março, a arrecadação foi de apenas 50% do esperado, de acordo com o diretor de marketing Rafael Soares. Desta forma, estima-se uma perda de aproximadamente R$ 400 mil no período.
Além disso, mesmo com o adiamento do prazo, o Sport segue trabalhando nos bastidores para uma resolução da dívida de R$ 5,5 milhões na Fifa pela compra de André junto ao Sporting-POR, em 2017.
Bivar tem reforçado apelo aos sócios durante período paralisado (Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife )
Elenco - chegadas e saídas
Lá no segundo dia de paralisação, o presidente Milton Bivar havia afirmado que o Sport seguiria ativo no mercado. E, de fato, ficou. Desde então, foram dois reforços. Selou o pré-contrato realizado com o atacante Ronaldo e, enfim, fechou a chegada do lateral direito Patric, desejo antigo da diretoria.
Sem perspectiva para a volta das atividades, o Sport não tem pressa e aguarda reuniões da CNC para iniciar tomadas de decisões. Os clubes vêm se reunindo juntamente à CBF - o próximo encontro ocorre nesta sexta-feira - para debater não apenas a redução do salário dos jogadores de forma uniforme, mas também questões ligadas à direitos de transmissões e, de forma cautelosa, possíveis cenários de retorno das competições.
Pela cota de participação, a tendência é que a Série A mantenha o formato de pontos corridos por 38 rodadas, com chances de entrar em 2021. No cenário local, no entanto, Bivar já garantiu que não concorda com a ideia da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) em retornar o Estadual no fim de maio.