
O contrato de Wellington Cézar com o Santa Cruz encerrou ao fim da Série B do ano passado. Com proposta do Mirassol para jogar o Campeonato Paulista, o volante chegou a viajar para o interior de São Paulo. Iniciou o tratamento naquele que seria o novo clube. Em vão. Na capital paulista, buscou uma solução que não veio. “Os médicos mandavam eu tomar alguns remédios, injeção na cartilagem e só tratamento. Até eu resolver voltar para o Recife. Aqui, diagnosticaram que precisava mesmo da cirurgia”, disse.
Tanto tempo até o diagnóstico mais correto, condenou a temporada de Wellington Cézar. O atleta realizou a cirurgia na cartilagem da patela há 17 dias. De acordo com o médico João Paulo Lafayette, a recuperação depende de um protocolo dividido em cinco fases. E somente elas, uma a uma, vão dar o prognóstico exato do tempo de recuperação. “Mas em média, esse tipo de cirurgia requer entre cinco e seis meses de recuperação”, apontou. “Foi feito uma reconstrução da cartilagem do joelho. A cirurgia chegou há pouco no Brasil porque aqui não havia o material necessário ainda”, completou o médico do Santa Cruz, otimista na recuperação do atleta.

Enquanto não pode retornar aos gramados, Wellington Cézar vem sendo auxiliado pelo empresário que agencia a carreira dele e pelas economias. Dias duros, mas tratados com absoluto otimismo e sorriso no rosto pelo jogador pernambucano. “Passa uma preocupação, claro, mas sei que estou caminho certo. Isso é fase, vai passar. Não sou primeiro a enfrentar isso. É ter fé em Deus, perseverança que eu chego lá. Vou voltar 100% e dar a volta por cima fazendo o que gosto”, garantiu.
Retorno ao Arruda

“É um atleta que tem a nossa profunda admiração, conquistou títulos aqui, teve uma excelente passagem e a torcida gosta muito. Não há nada que descarte um retorno. Não temos nada programado, mas não é um nome descartado para o futuro. É bem avaliado por nós. É um atleta que vejo grandes possibilidades de ser aproveitando, não sei nesta temporada, mas no futuro”, afirmou o vice-presidente de futebol tricolor, Felipe Rego Barros.
Formado nas bases do Santa Cruz, onde chegou em 2011, Wellington não escondeu o desejo de um dia voltar a vestir a camisa coral. “Ninguém sabe o dia de amanhã. O Santa Cruz é um clube que tenho um carinho imenso, fui criado aqui na base, amo esse lugar e quem sabe um dia não posso voltar a fazer o que amo aqui”, pontuou.