BATALHA DOS AFLITOS
Onde a Batalha dos Aflitos começou: Bruno Carvalho revela bastidores do jogo e traumas
Ex-lateral direito recorda pênalti desperdiçado que mudaria trajetória do Náutico na partida que completa dez anos nesta quinta-feira. Relembre os detalhes do duelo
postado em 26/11/2015 11:11 / atualizado em 26/11/2015 09:36

O outra contradição liga os dois pênaltis perdidos. Se uma das críticas feitas no pênalti defendido por Galatto foi a falta de batedores por parte do Náutico, até Ademar se oferecer para o primeiro pênalti da sua vida, no lance desperdiçado por Bruno Carvalho houve o excesso de cobradores. Bruno Carvalho teve que peitar o capitão e o técnico do time para entrar para a história. Como não gostaria de entrar.

Nova chance. Nova decepção
Carregando o peso de ser o possível vilão alvirrubro, Bruno Carvalho acabaria substituído aos 14 minutos do segundo tempo. Foi no vestiário, ao lado do massagista Araponga, que soube da segunda penalidade. E da chance de redenção. "Estava muito nervoso, escutando o jogo pelo rádio. Quando escutamos o pênalti explodi de alegria. Voltamos para o gramado", disse. Chegando lá, o lateral viu o caos. Jogadores do Grêmio cercando o árbitro Djalma Beltrami, policiais e jornalistas dentro de campo. "Não entendi nada", recorda Carvalho, que não viu, em nenhum momento, o técnico Roberto Cavalo, ao contrário do primeiro tempo, apontar quem seria o responsável pela cobrança da penalidade. David, o escolhido por ele na etapa inicial, ainda estava em campo.
"Quando vi Ademar não acreditei. Ele não treinava e não cobrava pênaltis. Não lembro de nenhuma reunião para definir quem deveria ser o cobrador. A verdade é que o Ademar bateu muito mal. Aquilo foi uma loucura", destaca Bruno Carvalho, que também lamenta o fato de não estar mais em campo. "Eu bateria sim. Era a chance de tirar aquela imagem ruim da minha cabeça. Já estava no fundo do poço. Não queria outra pessoa com o risco de ter essa responsabilidade".
Após deixar o Náutico, Bruno Carvalho defenderia clubes menores como Gama e Rio Claro-SP, até encerrar a carreira no América-RJ, em 2008. De batedor oficial de pênaltis (além do Náutico tinha essa função também no Vasco e Bahia), o lateral nunca mais cobraria outra penalidade. "Aquele jogo foi a maior tristeza da minha carreira. Tinha tido um ano fanstástico no Náutico, queria ter dado aquela alegria para a torcida. Fui um dos últimos a sair dos Aflitos, com a ajuda da polícia. Desde aquele dia sabia que falaria desse jogo pelos próximos 10, 20 anos", encerrou.
O jogo e o silêncio
A Batalha dos Aflitos completa dez anos nesta quarta-feira. O jogo ficou marcado pela reviravolta do Grêmio em cima do Timbu nos Aflitos. Após desperdiçar dois pênaltis, o Náutico perdeu a partida por 1 a 0, com um gol de Anderson, mesmo com o Tricolor Gaúcho com quatro atletas expulsos. O jogo, que garantiu o acesso à Série A ao então time de Mano Menezes, ainda deixa marcas no clube da Rosa e Silva. O ídolo Kuki, por exemplo, prefere não comentar mais sobre o que aconteceu no confronto. Hoje, ele segue como auxiliar técnico do Timbu.
A Batalha dos Aflitos completa dez anos nesta quarta-feira. O jogo ficou marcado pela reviravolta do Grêmio em cima do Timbu nos Aflitos. Após desperdiçar dois pênaltis, o Náutico perdeu a partida por 1 a 0, com um gol de Anderson, mesmo com o Tricolor Gaúcho com quatro atletas expulsos. O jogo, que garantiu o acesso à Série A ao então time de Mano Menezes, ainda deixa marcas no clube da Rosa e Silva. O ídolo Kuki, por exemplo, prefere não comentar mais sobre o que aconteceu no confronto. Hoje, ele segue como auxiliar técnico do Timbu.